quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tarde chuvosa de Julho

Tardes chuvosas de inverno me lembram os dias em que minha mãe fazia o que nós lá em casa chamamos de cueca virada, o popular crustlli. Enquanto ela amassava a massa contava a história de uma velha amiga chamada Joana, que foi fritar esses bolinhos e acidentalmente se queimou com o óleo.
Perdi as contas de quantas vezes minha mãe contou essa história para mim naquela época. Coincidência ou não, era sempre nos dia de chuva e frio. O balcão de amassar era de frente com a janela, e enquanto ela contava a história da Joana eu olhava com nostalgia para fora, vendo os pingos, o barulinho das gotas, as árvores balançando e uma casa distante (que hoje nem aparece mais da janela da cozinha), casa essa, que na minha imaginação, era a casa da Joana.
Bons tempos esses! Minha mãe é mestre na cozinha, não existe bolinho cueca virada melhor que o dela, assim como não existem momentos melhores que aqueles, em que dividiamos a cozinha e histórias em uma tarde chuvosa de Julho.

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