sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pais & Filhos

Após uma conversa de bar, comecei a refletir sobre a convivência entre pais e filhos. Já disse Renato Russo na sua lendária música "são crianças como você".
O fato é que quando somos crianças temos nossos pais como nossos heróis, e sem fantasia, a maioria dos pais (infelizmente não é unanimidade) são heróis do cotidiano. Ser pai e mãe na sociedade atual é uma tarefa árdua, pesada, mas recompensadora, ver um filho dar os primeiros passos, o primeiro choro, ver o filho casando, tudo isso é muito lindo. Conforme crescemos, mudamos a imagem que temos de nossos pais. Na adolescência eles passam de heróis a carrascos, por não nos entender, por não deixarmos ir naquela balada que todo mundo vai e seu (eu ia escrever paquera, mas não vou passar a imagem de velha) seu, seu (...) ficante? pegas? seilá (...)São mil os motivos para passarmos a sentir raiva e ódio momentâneos, e por parte dos pais, haja saco para aturar tantos hormônios!! Felizmente o tempo passa, e conforme as responsabilidades vão surgindo, passamos a admirar nossos pais, mas de uma forma mais realista, eles com todos os seus defeitos, seus erros, suas formas de expressar os mais variados sentimentos, amamos nossos pais acima de tudo, porque temos consciência da importância deles na nossa vida.
Ainda assim, é difícil conviver com pessoas que você gosta tanto, mas tão diferentes de você (...) Nossa geração passa por um fase difícil, porque os valores que nossos pais tinham são outros atualmente, mas, se pegarmos um livro de história constatamos que os valores mudam na velocidade da luz, e todas as gerações passam pelos mesmos problemas.
Apesar dos pesares, o importante é ter consciência de que pessoas tão especiais não duram para sempre. Aproveitar enquanto podemos os seus conselhos, suas conversas, e até mesmo suas implicâncias é o melhor que fazemos, porque um dia isso vai acabar, e provavelmente você será o pai e a mãe, e os papéis se invertem.

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