quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Transformistas

Da capacidade do ser humano em mudar ninguém dúvida. Está ai o tempo que não me deixa mentir. Mudamos fisicamente, mudamos financeiramente, mudamos sentimentalmente, mudamos de estilo, de corte de cabelo, de cor de cabelo, mudamos de essência, de religião e há quem mude até de família. Não vi problema algum até agora, afinal de contas somos livres o suficiente para irmos e virmos, mudar e mudar, alguns mais românticos diriam que a grande sacada da vida é estar em constante mudança. Ok, tudo bem, sem problemas.
Na minha humilde opinião, o problema (ou o caso) começa quando alguém não simplesmente muda, mas se transforma. "Como assim, se transforma?", você me pergunta! Vou explicar.
Visitando uns perfis de facebook, ouvindo fofocas das amigas e todos os meios possíveis dos quais chegam informações sobre ex namorado, ex amiga (o), ex pessoa que passou um dia na sua vida e que por destino não está mais entre você, enfim, fazendo uma análise sobre o assunto me deparei com situações no mínimo bizarras. O cara que odiava sertanejo combinando com a galera para ir no festival mais badalado do gênero, a guria que odiava futilidade desfilando com sua Louis Vutton (original ou não), o cara que não suportava som alto instalando equipamento de som de última geração em seu carro, a pessoa que não suportava religião e se dizia ateu frequentando igrejas completamente conservadoras, a menina que odiava bebida alcoólica e só tomava suco natural enchendo a cara de vodka e whiskey (...)
Pow, será que as pessoas eram tão falsas assim quando estavam ao meu lado? Será que aquilo que estava ao meu lado era uma personalidade moldada para o momento? Será que a pessoa se descobriu ou está tentando se descobrir? Será que as pessoas podem mudar da água para o azeite do dia para a noite?
Não me refiro apenas a preferências pessoais, mas essas pessoas que me surpreenderam tinham esses conceitos como filosofia de vida, e de repente, ao acaso, assim como se o passado não existisse, mudam completamente.
O ser humano é bichinho complicado, não quero tentar entender mas não deixo de ficar surpresa.
Sou resistente a mudanças, não gosto muito de sair da zona de conforto, de trocar o certo pelo incerto, mas não consigo imaginar transformações tão radicais e até penso que também posso ter mudado esse tanto que os outros mudaram e nem percebi.
Nas palavras da filosofa do momento Narcisa: AI QUE LOUCURA!!

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