Minha família sempre foi muito religiosa, principalmente após a morte do meu irmão, mas eu nunca me identifiquei com a igreja, nem com religião, nunca fez sentido para mim, meus questionamentos não obtinham resposta. Mesmo com essa confusão em minha cabeça, sempre acreditei em uma força maior, que nunca dei nome, apenas acreditei.
Esses tempos observando meus animais de estimação (cachorros, cavalo, hamster) e observando como eles são diferentes de nós cheguei a conclusão de que Deus existe sim.
Não encontrei nenhuma outra explicação para um ser vivo tão diferente de nós conviverem tão bem, nos trazendo alegria, nos trazendo paz, nos fazendo sentirmos bem. Como pode?? Um animal cheio de instintos, que podem ser independentes na natureza, se aproximando do ser humano, que é um ser tão contraditório, um ser nada nobre, alguma coisa tem.
Os animais são diferentes de nós não apenas fisicamente, os animais tem mais espiritualidade que os seres humanos, são milhões de vezes melhores que nós, e nem vamos comentar a presença da maldade, que nos animais é zero.
O ser humano é RACIONAL (dizem os especialistas), deveríamos na teoria sermos superiores, na bondade, no respeito, na humildade, mas resolvemos usar toda nossa racionalidade com coisas inúteis ou tentando prejudicar outro ser humano (quando não machucamos seres de outras espécies).
Os animais são IRRACIONAIS, agem por instinto. Nenhum animal mata outro por maldade (como nós fazemos), fazem isso porque precisam se alimentar ou se sentem ameaçados, o que é absolutamente normal para seres ditos irracionais. Nenhum animal prejudica o outro para ver o outro em uma pior. O grande exemplo são nossos animais de estimação, sempre nos amando, sempre nos dando carinho, sempre fiéis.
O que isso tem a ver com Deus? você me pergunta, acredito que não merecemos a convivência com esses bichinhos, mas mesmo assim eles estão aqui, e esses bichinhos só podem ter o amor de Deus em seu coração. Não vejo no ser humano nada de nobre que justifique essa fidelidade.
Passei a desacreditar no ser humano quando comecei a conviver com os animais.
sábado, 24 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A morte (quando a definição do outro define você)
Tenho lá minhas mágoas com a banda W.A.S.P, depois do show que eles deixaram de fazer aqui na cidade por motivos até hoje obscuros, fiquei magoada, pode ter sido um erro do produtor mas eles não tiveram a dignidade de publicar uma notinha que seja em seu site/facebook/twitter se explicando ou justificando.
Voltando ao título, lí um texto do Lawless em que ele descreve seus sentimentos em relação a morte do seu irmão, e me emocionei. É exatamente o que eu sinto e como as pessoas envolvidas se sentem. Segue um trecho:
"Nós estávamos tocando em Tillburg (Países Baixos) noite passada (02 de outubro) e eu recebi um telefonema de minha irmã Brenda, por volta das 18 horas, me informando que nosso irmão falecera. Quando nós olhamos a morte, nós a tomamos com mais um estágio da vida. A morte de um parente é a morte de nosso passado. A morte de uma esposa ou de um amigo é a morte do presente. A morte de um filho é a morte do futuro, na qual o futuro dos filhos nunca mais acontecerá. A morte de meu irmão representa tanto o passado e quanto o presente para mim. Parte de minha infância faleceu, assim como um pedaço do presente para mim. Ele foi meu mentor nos meus primeiros dias. Muitos dos conselhos que ele me deixou eu uso até hoje. Quando criança, eu o admirava mais do que ele podia imaginar. Fazer o show da noite foi uma das tarefas mais dolorosas da minha vida (...) Eu sendo o irmão mais novo, era natural enxergar meu irmão mais velho como meu herói. Enquanto escritor, eu tentei compartilhar a mim mesmo com todos vocês. Mesmo os detalhes íntimos de minha vida foram dados a vocês, para que vocês pudessem entender quem eu sou e enxergassem bem o homem por trás das letras (...)Eu escrevo agora para dizer, se existem pessoas em suas vidas que vocês precisam dizer que as amam... não as deixe esperando."
Fica o conselho!
Fonte: W.A.S.P.: "a morte de um parente é a morte do passado". http://whiplash.net/materias/biografias/167415-wasp.html#ixzz2C2pRq5LP
Voltando ao título, lí um texto do Lawless em que ele descreve seus sentimentos em relação a morte do seu irmão, e me emocionei. É exatamente o que eu sinto e como as pessoas envolvidas se sentem. Segue um trecho:
"Nós estávamos tocando em Tillburg (Países Baixos) noite passada (02 de outubro) e eu recebi um telefonema de minha irmã Brenda, por volta das 18 horas, me informando que nosso irmão falecera. Quando nós olhamos a morte, nós a tomamos com mais um estágio da vida. A morte de um parente é a morte de nosso passado. A morte de uma esposa ou de um amigo é a morte do presente. A morte de um filho é a morte do futuro, na qual o futuro dos filhos nunca mais acontecerá. A morte de meu irmão representa tanto o passado e quanto o presente para mim. Parte de minha infância faleceu, assim como um pedaço do presente para mim. Ele foi meu mentor nos meus primeiros dias. Muitos dos conselhos que ele me deixou eu uso até hoje. Quando criança, eu o admirava mais do que ele podia imaginar. Fazer o show da noite foi uma das tarefas mais dolorosas da minha vida (...) Eu sendo o irmão mais novo, era natural enxergar meu irmão mais velho como meu herói. Enquanto escritor, eu tentei compartilhar a mim mesmo com todos vocês. Mesmo os detalhes íntimos de minha vida foram dados a vocês, para que vocês pudessem entender quem eu sou e enxergassem bem o homem por trás das letras (...)Eu escrevo agora para dizer, se existem pessoas em suas vidas que vocês precisam dizer que as amam... não as deixe esperando."
Em memória de Clifford L. Duren.
Fica o conselho!
Fonte: W.A.S.P.: "a morte de um parente é a morte do passado". http://whiplash.net/materias/biografias/167415-wasp.html#ixzz2C2pRq5LP
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
O Trem da Vida
Linda mensagem que um amigo postou no facebook e gostaria de compartilhar. Ótimo final de semana a todos!
O Trem da Vida
Um amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma comparação extremamente interessante,quando bem interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão essa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada
desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades....
acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram..... e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido à pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.
O Trem da Vida
Um amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma comparação extremamente interessante,quando bem interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão essa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada
desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades....
acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram..... e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido à pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Meu querido.... Hamster *_*
Lembro como se fosse hoje, quando era criança, no auge do meus 7 anos, vi uma reportagem na TV sobre "a nova febre do momento", e essa tal febre na verdade era o tal do hamster. Lembro bem a repórter mostrando as crianças levando as gaiolas cheias de brinquedos para passear, algumas gaiolas até pareciam carrinhos de bebes, as crianças puxavam com uma alça... Me apaixonei pelo bichinho, pedi para minha mãe, mas ela não queria ter, afinal eu não teria responsabilidade para cuidar do animalsinho, e ela não teria tempo para cuidar. Pedi para meu irmão, e ele jurou que iria até a capital do estado para comprar um hamster para mim.... Esperei ansiosamente durante meses, mas o hamster nunca veio.
O tempo passou e eu esqueci, mas quando via nas clinicas veterinárias uma ninhada ficava morrendo de vontade de comprar, mas sempre ouvi muito preconceito de algumas pessoas, que contavam como foi terrível sua experiência, "ele morde!!", "ele fede!!", "ele foge!!" e milhões de absurdos!
Fato é, que agora, adulta, responsável, com dinheiro para as despesas do bichinho, lembrei dessa velha vontade que tinha e após analisar MUITO comprei minha mais nova paixão.
E hoje percebo o tamanho das bobagens que por algum tempo me fizeram acreditar. Ele não fede! Ele não precisa de banho, faz sua própria higiene, na gaiola ele tem o cantinho do xixi, e nesse cantinho você troca a forração da gaiola, assim não é preciso trocar toda a forração todos os dias. Ele não morde!! Hamsters são super dóceis mas é LÓGICO se você o apertar e ele sentir dor ou medo ele vai fazer isso, ele é um animal, lembre-se sempre que o racional é você, ele age por instinto!E ele não foge, basta ter cuidado quando for abrir a gaiola e também quando for brincar com ele, nunca deixe ele solto sozinho por ai.
Esse ano já realizei algumas vontades antigas minhas, e tenho isso como meta, porque passar vontade não é mesmo? A tal da obrigação em ter um animal de estimação se torna um grande prazer quando você gosta daquilo que te faz bem.
Realize seus desejos!! A sensação é incrível!!
O tempo passou e eu esqueci, mas quando via nas clinicas veterinárias uma ninhada ficava morrendo de vontade de comprar, mas sempre ouvi muito preconceito de algumas pessoas, que contavam como foi terrível sua experiência, "ele morde!!", "ele fede!!", "ele foge!!" e milhões de absurdos!
Fato é, que agora, adulta, responsável, com dinheiro para as despesas do bichinho, lembrei dessa velha vontade que tinha e após analisar MUITO comprei minha mais nova paixão.
E hoje percebo o tamanho das bobagens que por algum tempo me fizeram acreditar. Ele não fede! Ele não precisa de banho, faz sua própria higiene, na gaiola ele tem o cantinho do xixi, e nesse cantinho você troca a forração da gaiola, assim não é preciso trocar toda a forração todos os dias. Ele não morde!! Hamsters são super dóceis mas é LÓGICO se você o apertar e ele sentir dor ou medo ele vai fazer isso, ele é um animal, lembre-se sempre que o racional é você, ele age por instinto!E ele não foge, basta ter cuidado quando for abrir a gaiola e também quando for brincar com ele, nunca deixe ele solto sozinho por ai.
Esse ano já realizei algumas vontades antigas minhas, e tenho isso como meta, porque passar vontade não é mesmo? A tal da obrigação em ter um animal de estimação se torna um grande prazer quando você gosta daquilo que te faz bem.
Realize seus desejos!! A sensação é incrível!!
terça-feira, 16 de outubro de 2012
O mundo dos discos de vinil
Desde pequena sempre fui encantada com os tais discos de vinil, não entendia direito como funcionava, mas achava interessante as capas e o formato bolachão. Mais tarde, lá pelos 12 anos, quando comecei a gostar de rock e levantar essa bandeira, sonhava em ter um aparelho para poder comprar bons discos. Música para mim é hobby, quando preciso relaxar, quando preciso pensar sobre alguma coisa, quando quero me divertir ou apenas passar tempo, se eu fosse contar as horas que passo ouvindo música, nem que seja no rádio do carro a caminho para faculdade/trabalho, bem, se fosse contar essas horas, seriam muitas horas. Quando adolescente ouvia muito mais, hoje por não ter muito tempo livre acabo ficando sem ouvir aquelas músicas legais por algumas semanas, mas quando volto a ouvir a sensação é como se tivesse ouvindo pela primeira vez.
O tempo foi passando, sempre procurei por aparelhos, mas tinha medo, muito caros, muito velhos (...) Até que me deparei na FNAC com aparelhos super lindos e novos, o valor é alto, mas seria um investimento perfeito, porque além de tocar discos ainda é uma peça decorativa e tanto. Gastando dinheiro aqui ou ali, com coisas que nem precisava, o tempo foi passando, e é incrível como perdemos tempo e dinheiro com coisas que não são uteis, resolvi guardar dinheiro para gastar com algo para mim. Quando retornei a loja e vi uma bela promoção não resisti, voltei lá para comprar e hoje sou uma feliz proprietária de um toca discos.
Entrei de corpo e alma no mundo dos LP's, já fui garimpar em sebos, e acho até um absurdo, discos de qualidade sendo vendidos por R$ 3,00 ou R$ 5,00, gosto do preço para comprar é claro, sou consumista nesse ponto, mas o baixo valor é o sinal da desvalorização da cultura, obras de arte praticamente sendo doadas. Quando vi um disco de John Denver por exemplo, por R$ 3,00 e vejo cd's de músicas sem qualidade alguma sendo vendidos por R$ 40,00 me pergunto o que está acontecendo com nossas gerações. Aos poucos vou montando minha coleção, o legal é que não tenho o compromisso de conhecer o disco que estou comprando, posso comprar discos baratos para conhecer novas músicas, sem estar cometendo crime por baixar músicas da internet. Discos raros custam caro, mas esses eu conheço, valem a pena ser adquiridos, mas por hora, quero conhecer músicas e artistas novos.
Ainda não falei do charme que é ouvir um disco, tirar as proteções plásticas, olhar cada detalhe do encarte, limpar o disco para remover as impurezas (principalmente o pó, que estraga o disco e a agulha), selecionar a rotação, baixar a agulha, aquele ruído ao fundo.... Demorei para realizar esse sonho, mas agora que realizei, me tornei bem mais feliz, e a lição que fica é: nunca engavetar seus sonhos, porque um dia você pode realizar.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A ditadura do salto alto
Até tentei seguir esse padrão, tentei em várias ocasiões usar saltos, tenho alguns pares que comprei e nunca usei, simplesmente não me sinto confortável.
Essa minha mania de manter sempre os pés no chão...
Quando falo para as outras mulheres que não gosto de salto, vejo olhares de espanto sendo lançados contra mim. Como se andar de salto fosse regra, fosse obrigação de uma mulher.
Todas essas desculpinhas de que o salto levanta a bunda, deixa a postura mais bonita, deixa o visual mais chique.... todas essas conversinhas não foram o suficiente para me convencer de usar o bendito salto. Não quero levantar minha bunda, não quero machucar meus pés, não quero me privar de dançar, pular, andar confortavelmente por conta de um SAPATO.
Adoro sapato, mas comprar sapato se tornou um ritual, prefiro analisar se realmente vou usar aquilo. Não nego que temos sapatos maravilhosos com super saltos, mas eu me pergunto: para que?
Não me sinto mais mulher, não me sinto poderosa, e dispenso sempre que posso. Sou adepta das lindas sapatilhas (e cada vez mais temos modelos maravilhosos delas no mercado), sou adepta do tênis, sou adepta do conforto. E quando não posso me livrar do salto, uso os saltos da marca Moleca, que de tão confortáveis nem sinto que estou alguns centímetros mais alta.
Sou contra padrões, odeio que me digam que tenho que usar isso ou aquilo, não julgo você que ama salto, mas use porque você realmente gosta e não porque te fizeram acreditar de que aquilo é o melhor para você.
Essa minha mania de manter sempre os pés no chão...
Quando falo para as outras mulheres que não gosto de salto, vejo olhares de espanto sendo lançados contra mim. Como se andar de salto fosse regra, fosse obrigação de uma mulher.
Todas essas desculpinhas de que o salto levanta a bunda, deixa a postura mais bonita, deixa o visual mais chique.... todas essas conversinhas não foram o suficiente para me convencer de usar o bendito salto. Não quero levantar minha bunda, não quero machucar meus pés, não quero me privar de dançar, pular, andar confortavelmente por conta de um SAPATO.
Adoro sapato, mas comprar sapato se tornou um ritual, prefiro analisar se realmente vou usar aquilo. Não nego que temos sapatos maravilhosos com super saltos, mas eu me pergunto: para que?
Não me sinto mais mulher, não me sinto poderosa, e dispenso sempre que posso. Sou adepta das lindas sapatilhas (e cada vez mais temos modelos maravilhosos delas no mercado), sou adepta do tênis, sou adepta do conforto. E quando não posso me livrar do salto, uso os saltos da marca Moleca, que de tão confortáveis nem sinto que estou alguns centímetros mais alta.
Sou contra padrões, odeio que me digam que tenho que usar isso ou aquilo, não julgo você que ama salto, mas use porque você realmente gosta e não porque te fizeram acreditar de que aquilo é o melhor para você.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A gente se acostuma...
Excelente reflexão sobre nossa maravilhosa, porém triste, vida moderna...
Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra no Provocações:
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Não sei, não quero aprender
Tenho vivido uma fase de revolta. Não comigo, mas sim com os outros. Não todos, apenas alguns. Aqueles "alguns" que querem um barranco para se encostar.
Me refiro a faculdade, mas isso ocorre no trabalho e porque não na vida. Todos querem seu diploma, seu salário no final do mês, mas uma parte dessas pessoas, além de querer isso, querem alguém que faça o trabalho por eles.
Usando da justificativa "não sei fazer", simplesmente não fazem, e querem que você faça por eles. Quando seu rabo não está a prova, tudo bem, mas infelizmente, seu rabinho inteligente está a prova, e lá vai você ter que fazer o trabalho que os outros deveriam ter feito.
É palhaçada, é brincadeira, fazem e não tem vergonha de fazer!
Não saber não é justificativa, odeio me amparar nesse argumento, me sinto impotente, ignorante e burra. Tudo que quero eu posso aprender, se eu posso aprender, porque eles não?
Abram os olhos, hoje alguém faz a sua parte, mas e amanhã, quando não tiver ninguém para fazer?? Vai dar jeitinho??
Desabafo.
Me refiro a faculdade, mas isso ocorre no trabalho e porque não na vida. Todos querem seu diploma, seu salário no final do mês, mas uma parte dessas pessoas, além de querer isso, querem alguém que faça o trabalho por eles.
Usando da justificativa "não sei fazer", simplesmente não fazem, e querem que você faça por eles. Quando seu rabo não está a prova, tudo bem, mas infelizmente, seu rabinho inteligente está a prova, e lá vai você ter que fazer o trabalho que os outros deveriam ter feito.
É palhaçada, é brincadeira, fazem e não tem vergonha de fazer!
Não saber não é justificativa, odeio me amparar nesse argumento, me sinto impotente, ignorante e burra. Tudo que quero eu posso aprender, se eu posso aprender, porque eles não?
Abram os olhos, hoje alguém faz a sua parte, mas e amanhã, quando não tiver ninguém para fazer?? Vai dar jeitinho??
Desabafo.
Sexta Feira, libertadora de paradigmas
"a alegria de sexta. é uma alegria simples e que te deixa tão bem. sexta feira não te dá dinheiro, não paga suas dívidas, não limpa sua casa, mas ela te proporciona a melhor das sensações, poder dormir a hora que quiser e acordar no dia seguinte sem o maldito relógio. beijo sexta, você é linda, mas depois das 18hs vc é maravilhosa."
Denise Lopes, via facebook.
Denise Lopes, via facebook.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Dúvidas
O ser humano é falso e egoísta por natureza. O ser humano é capaz de mentir e persuadir, apenas para conquistar o seu objetivo. O grande problema é quando isso envolve sentimentos, e porque não, uma vida.
Já sofri com falsidade e mentira, já fui enganada, já acreditei e me senti uma idiota depois que descobri que fui enganada... Hoje tenho dificuldade em acreditar novamente nas pessoas. Penso, penso demais. Me arrepia a ideia de passar anos ao lado de alguém e depois descobrir que fui enganada. Em outros tempos, a vida me dava sinais de que algo estava errado, mas eu era cega, e hoje tenho medo de enxergar sinais onde não existe nada.
Várias músicas e vários poemas entoam que o passado já passou, e que deve ficar para trás, até pode ser, mas como diria o velho ditado: "Cachorro que foi mordido por cobra, tem medo até de linguiça."
É uma pena. É uma pena pessoas legais pagarem por pessoas mau caráter.
Estou confusa. Posso estar colocando os pés pelas mãos. Jogando minha felicidade pela janela. Quem vai pagar pelo preço da dúvida?
Deixo como reflexão a música dos engenheiros do Hawaii: Infinita highway.
Várias músicas e vários poemas entoam que o passado já passou, e que deve ficar para trás, até pode ser, mas como diria o velho ditado: "Cachorro que foi mordido por cobra, tem medo até de linguiça."
É uma pena. É uma pena pessoas legais pagarem por pessoas mau caráter.
Estou confusa. Posso estar colocando os pés pelas mãos. Jogando minha felicidade pela janela. Quem vai pagar pelo preço da dúvida?
Deixo como reflexão a música dos engenheiros do Hawaii: Infinita highway.
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