terça-feira, 17 de julho de 2012

na internet só existe felicidade e festerê

O Facebook, por exemplo, é um palco de autoajuda. Lá todo mundo ajuda as velhinhas com sacolas, os cachorros de rua e os menos favorecidos. Na internet todo mundo é legal, querido, do bem, simpático. É ou não é? Tem gente que passa por você na rua e não cumprimenta, mas curte qualquer besteira que você posta na sua página. Tem gente que inclusive já falou mal de você, mas pede para ser sua “amiga” no Facebook. Tem gente que não te suporta, mas te segue no Twitter para saber os seus passos. É uma hipocrisia generalizada.
Ah, se o mundo fosse igual ao Facebook! Tenho certeza que não existiria injustiça, fome e disputa de beleza. Então me pergunto: que parte eu perdi? Pois se as pessoas são tão boas assim o mundo deveria ser melhor, certo? Ou pelo menos mais justo.
Na internet só existe felicidade e festerê. Ninguém é invejoso ou desleal. Todo mundo é honesto, do bem, limpinho e bacana. Por sinal, na internet a vida de todo mundo é muito boa. Viagens, festas, restaurantes caros, compras e amigos. Uma vida tão boa que até o Eike Batista ficaria com invejinha. Branca, é claro. Porque na internet a inveja só tem uma cor.


Texto que expressa bem o que eu sinto, pode ser lido aqui: http://revistatpm.uol.com.br/print.php?cont_id=6391 amiga que postou no facebook. Penso exatamente isso quando abro minha timeline.

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