quarta-feira, 30 de maio de 2012

Acordei com vontade de ser eu mesma

Passei anos da minha vida (leia-se adolescência para cá) buscando se encaixar em algum padrão, não falo de ideologias ou músicas, sempre fui muito bem resolvida quanto a isso, eu falo de roupas.
Passei muito tempo tentando imitar a menina linda que usa sempre as roupas mais bonitas, tão bonitas que parece ter um conjunto de peças para cada dia do ano. Cometi esse crime contra mim mesma, sou réu confessa.
A verdade é que nunca me senti bem. Morria de receio de falarem, de olharem, muitas vezes achei que riam de mim... mas é lógico, eu não era eu mesma, eu tentava ser a imitação barata de alguma coisa no vácuo. Roupas são importantes sim, não me venha com discursos moralistas e blablabla, uma roupa legal faz meu dia muito melhor, tenho confiança para andar por ai sem medo, falar sem medo, me relacionar sem medo.
Não sei porque eu era assim, não vou culpar ninguém, nem a mim mesma, acho que é algo que muitas garotas acabam passando. Ter o cabelo da moda, as roupas da moda, o sapato da moda. Lí esses dias uma blogueira falando algo assim "quem segue a moda não tem estilo", sim é verdade! Como faz mal não ter estilo.
Hoje descobri como posso me vestir para valorizar aquilo que tenho de bom e também esconder aquelas imperfeições que só existem em minha cabeça. Aprendi a comprar não por impulso ou porque está na moda, aprendi a comprar aquilo que diz algo sobre mim, que me faz sentir bem, dessa forma não me sinto mais estranha ou fora da casinha, me sinto segura da mensagem que estou transmitindo. Não me sinto mal por não ter uma conta bancária com saldo de 8 dígitos, aprendi a valorizar aquilo que tenho, e estar bem com aquilo que posso comprar. Aprendi a não se vestir com a mesma roupa todos dias, pelo contrário, aprendi a parecer que tenho um conjunto de peças para cada dia do ano.
Não vejo mal algum em buscar inspirações, mas faço isso nos lugares certos como revistas (amoooo) e nos blogs, aliás eles foram meus professores, com esse material amadureci.
São coisas que aprendemos com o tempo, apenas a experiência pode nos proporcionar algo assim.
E sabe como vejo as meninas que antes achava um máximo? Vejo como meninas que descontam sua falta de personalidade em débito automático.

2 comentários:

  1. Eu concordo com você! Como deve ser dificil precisar de uma etiqueta com um nome para saber quem é você! Quantas grifes são necessárias para formar uma estrutura de personalidade? Prefiro a minha falta de estilo, as minhas tentativas e erros e a bagagem cheia de histórias!

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  2. Pois olha, nem todas as grifes do mundo formam uma personalidade! Ví uma matéria em uma revista sobre uma blogueira, uma tal de Thássia, conhece? E achei o ó do borogodó, viagens para europa, muita grife, muitos looks bonitos reconheço, mas algo extremamente fútil, fora da realidade de 80% da população mundial. Como vc disse, prefiro ser eu mesma, com minhas lojas de departamento, erros e acertos. beijão, obrigada!

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