quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A ditadura do salto alto

Até tentei seguir esse padrão, tentei em várias ocasiões usar saltos, tenho alguns pares que comprei e nunca usei, simplesmente não me sinto confortável.
Essa minha mania de manter sempre os pés no chão...
Quando falo para as outras mulheres que não gosto de salto, vejo olhares de espanto sendo lançados contra mim. Como se andar de salto fosse regra, fosse obrigação de uma mulher.
Todas essas desculpinhas de que o salto levanta a bunda, deixa a postura mais bonita, deixa o visual mais chique.... todas essas conversinhas não foram o suficiente para me convencer de usar o bendito salto. Não quero levantar minha bunda, não quero machucar meus pés, não quero me privar de dançar, pular, andar confortavelmente por conta de um SAPATO.
Adoro sapato, mas comprar sapato se tornou um ritual, prefiro analisar se realmente vou usar aquilo. Não nego que temos sapatos maravilhosos com super saltos, mas eu me pergunto: para que?
Não me sinto mais mulher, não me sinto poderosa, e dispenso sempre que posso. Sou adepta das lindas sapatilhas (e cada vez mais temos modelos maravilhosos delas no mercado), sou adepta do tênis, sou adepta do conforto. E quando não posso me livrar do salto, uso os saltos da marca Moleca, que de tão confortáveis nem sinto que estou alguns centímetros mais alta.
Sou contra padrões, odeio que me digam que tenho que usar isso ou aquilo, não julgo você que ama salto, mas use porque você realmente gosta e não porque te fizeram acreditar de que aquilo é o melhor para você.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A gente se acostuma...


Excelente reflexão sobre nossa maravilhosa, porém triste, vida moderna...

Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra no Provocações:

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Não sei, não quero aprender

Tenho vivido uma fase de revolta. Não comigo, mas sim com os outros. Não todos, apenas alguns. Aqueles "alguns" que querem um barranco para se encostar.
Me refiro a faculdade, mas isso ocorre no trabalho e porque não na vida. Todos querem seu diploma, seu salário no final do mês, mas uma parte dessas pessoas, além de querer isso, querem alguém que faça o trabalho por eles.
Usando da justificativa "não sei fazer", simplesmente não fazem, e querem que você faça por eles. Quando seu rabo não está a prova, tudo bem, mas infelizmente, seu rabinho inteligente está a prova, e lá vai você ter que fazer o trabalho que os outros deveriam ter feito.
É palhaçada, é brincadeira, fazem e não tem vergonha de fazer!
Não saber não é justificativa, odeio me amparar nesse argumento, me sinto impotente, ignorante e burra. Tudo que quero eu posso aprender, se eu posso aprender, porque eles não?
Abram os olhos, hoje alguém faz a sua parte, mas e amanhã, quando não tiver ninguém para fazer?? Vai dar jeitinho??

Desabafo.

Sexta Feira, libertadora de paradigmas

"a alegria de sexta. é uma alegria simples e que te deixa tão bem. sexta feira não te dá dinheiro, não paga suas dívidas, não limpa sua casa, mas ela te proporciona a melhor das sensações, poder dormir a hora que quiser e acordar no dia seguinte sem o maldito relógio. beijo sexta, você é linda, mas depois das 18hs vc é maravilhosa."

Denise Lopes, via facebook.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dúvidas

O ser humano é falso e egoísta por natureza. O ser humano é capaz de mentir e persuadir, apenas para conquistar o seu objetivo. O grande problema é quando isso envolve sentimentos, e porque não, uma vida.
Já sofri com falsidade e mentira, já fui enganada, já acreditei e me senti uma idiota depois que descobri que fui enganada... Hoje tenho dificuldade em acreditar novamente nas pessoas. Penso, penso demais. Me arrepia a ideia de passar anos ao lado de alguém e depois descobrir que fui enganada. Em outros tempos, a vida me dava sinais de que algo estava errado, mas eu era cega, e hoje tenho medo de enxergar sinais onde não existe nada.
Várias músicas e vários poemas entoam que o passado já passou, e que deve ficar para trás, até pode ser, mas como diria o velho ditado: "Cachorro que foi mordido por cobra, tem medo até de linguiça."
É uma pena. É uma pena pessoas legais pagarem por pessoas mau caráter.
Estou confusa. Posso estar colocando os pés pelas mãos. Jogando minha felicidade pela janela. Quem vai pagar pelo preço da dúvida?
Deixo como reflexão a música dos engenheiros do Hawaii: Infinita highway.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Falta de educação me deixa nervosa

Os piores momentos do dia são aqueles que sento atrás do volante para chegar ao destino da rotina. Como moro em região metropolitana, utilizo uma rodovia federal para me deslocar todos os dias até a capital do Estado. Existem dias que são um mar de tranquilidade, não porque o trânsito está tranquilo, mas porque eu estou tranquila, mas existem dias que é impossível manter a calma.
A falta de consciência e responsabilidade das pessoas beira o abismo da loucura. Todos tem seus horários para cumprir, todos tem seus problemas, mas não é atrás do volante que você vai resolve-los.
Vejo algumas atitudes e penso: "meu deus, porque fazer isso?"
Cortar filas, andar pelo acostamento, pasmem, ultrapassar pelo acostamento, sentar na faixa da esquerda a 60 Km/h e simplesmente esquecer que existe todo um fluxo para fluir atrás de você, falta de respeito, falta de atenção, falta de EDUCAÇÃO.
Todos temos nossos dias ruins, mas devemos pensar que no trânsito qualquer descuido pode custar a sua vida e a vida dos outros. Atrás do volante você não se torna um super herói, você não "pode tudo".
Antes de sair por ai feito maluco, pense na sua família que está em casa esperando a sua volta, pense em todas as coisas que você ainda deseja fazer e todos os momentos bons que viveu, e coloque na balança. São justamente nesses dias ruins, em que a raiva, a falta de paciência e falta de gentileza, sobem ao cérebro e coisas ruins acontecem.
Utilize bem seu meio de transporte, e tente não deixar o stress acabar com a única coisa que lhe pertence: Sua Vida! Pense também na família do ser humano ao lado, que também espera por ele.
Quando vejo algo ruim, respiro fundo, tento me concentrar na boa música que toca no rádio do carro, e desejo, profundamente, que aquela pessoa não seja vítima da sua irresponsabilidade e PRINCIPALMENTE, não faça outras pessoas vítimas.

Já disse o sábio: É melhor perder um minuto na vida do que a vida em um minuto. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vento no rosto

Céu azul, clima de sexta feira, no pensamento um grande "ufa, acabou mais uma semana útil!". Os planos são vários, começando pela decisão do que vestir nos três dias de descanso. É quando bate aquele vento no rosto, brisa refrescante, que beira o mentolado, e você se sente sozinha no lugar em que está, e você se sente viva, e se sente cheia de saúde e felicidade... já disse um pensador por ai: só de sentir esse vento na cara, já valeu a pena ter vivido.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A fórmula da vida

Sou estudante de Engenharia. Aprendi a calcular tudo. Sei usar a calculadora como ninguém. Áreas, volumes, perímetros, derivadas, integrais, logaritmos e exponenciais. Essa mania de ser tudo exato, muitas vezes linear, eu trouxe para vida.
Sorte é que na vida NADA é linear, sorte que na vida NADA tem exata precisão.Na vida é tudo as avessas, não podemos medir o amor do outro, não podemos controlar a vida do outro como controlamos nossas equações, pior, muitas vezes não controlamos nem as nossas próprias vidas, nem sempre tudo depende de nós. Digo que é nossa sorte, porque se tudo na vida fosse assim, eu já teria perdido muitos amores e momentos felizes.
Mas existem algumas equações que podemos aplicar à vida sim:

f(x)= Relaxar+Agradecer a Deus pela saúde que temos+Não deixar pequenas coisas abalar nosso humor+ Gentileza+E muitos sorrisos

f(x)=VIDABEMVIVIDA

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Uma amiga publicou esse texto, me identifiquei demais.‎

"Os cabelos encaracolados castanhos e volumosos. Na pele, nada de sombras azuis, na boca, nem sinal de batom vermelho. Você desce o olhar pra notar os seios, que caberiam na palma de uma mão, delicadamente pesando pra baixo. Não há ferros nem bojos fazendo o crime de impedir que eles dêem aquela leve caída dos deuses. As mãos que viram as páginas do cardápio são inegavelmente femininas – dedos pequenos, revelam uma surpresa em suas pontas – não há esmaltes – nada de cabaret, new york, beijo molhado, preto fosco, verde palmeiras. Nos pés também não se vê aquela pontinha de band-aid denunciando que a escolha da noite passada periodizou a beleza, e não o conforto. Seus pés parecem felizes dentro de um sapato confortável. As roupas, mostram pouco diretamente, mas deixam vários sinais de que o que está por baixo delas é um conjunto inteiro que faz muito mais milagres do que só uma bunda malhada. Ela parece não se importar com padrões porque o que importa nela é ela mesma – e porque sabe que não adianta de nada uma embalagem bonita se o conteúdo não surpreender. Sabe que a vida é curta demais e decidiu gastar seu tempo com coisas que realmente importam. Na verdade, ela está pouco se fodendo pra essa disputa de pessoas vazias em busca de um lado externo perfeito. E, se você quer mesmo saber, ela não dá a mínima se você a acha menos gostosa por isso."

terça-feira, 31 de julho de 2012

"Um dia você descobre que verdadeiros encontros não acontecem quando você está com a sua melhor roupa na balada, pronta para ser notada.
Eles acontecem quando você é apenas você e está lá, no mesmo lugar que um outro alguém, ainda des conhecido, também está.
As melhores surpresas da vida acontecem numa ida a um lugar sem importância, em uma terça-feira antes da novela, durante uma música de três minutos e meio e você não tem que fazer nada de especial para isto.
Quando chega a sua hora, você, sem perceber, está no lugar certo, na hora certa, e nada impede que este encontro aconteça. Não importa quantas centenas de pessoas estejam ao redor – vocês se reconhecem.
O querer é tão natural - ele gosta do seu cabelo e você dos olhos dele – que parece não haver outra possibilidade: você permite, de coração e sem medo, que o encontro aconteça.
De alguma forma você se sente pronta para tudo que está prestes a acontecer sem, de fato, ter se preparado para nada.
Não é só corpo, é alma. E desse momento em diante, as horas passam rápido, mas você não tem pressa. Você ocupa seus dias com encontros, mensagens, pensamentos, mas você está livre. Você se envolve cada vez mais na vida do outro, mas tudo é leveza.
Nada de jogos sentimentais. Você sabe o que quer e ele quer o mesmo que você. Não existem segredos, não tem mistério, não há o que esperar nem temer. Vocês estão juntos antes mesmo de entenderem como tudo aconteceu.
E é bom. E você finalmente percebe que desejou esse encontro por muito tempo, mas só quando parou de esperá-lo, ele aconteceu."
(Sabrina Davanzo)